A PLACA NO PARABOLÓIDE

Para quem não se lembra, a nossa Turma Maracujá foi a primeira a fixar uma placa comemorativa do término do curso num parabolóide da AFA.

A partir de nossa iniciativa, outras turmas seguiram o exemplo, até mesmo mais antigas, e os parabolóides estão, hoje, povoados de placas similares.

Muito se falou ao longo dos anos sobre os méritos desta criativa idéia, atribuindo-se até ao mais antigo: O Comandante da AFA em 1977.

A verdade, no entanto, é que esta é mais uma grande realização da Turma Maracujá, nascida, como sempre, da mente fértil e espirituosa de seus integrantes.

O Theodoro e o Soeiro estavam conversando no alojamento sobre a nossa Festa de Formatura quando o Soeiro comentou que, mesmo com o pagamento das despesas previstas, ainda ia sobrar dinheiro. O que fazer?

O Theodoro, num gracejo, imediatamente sugeriu a aquisição de um Chevette para sortear entre o pessoal da Turma ao que o Soeiro não concordou pois, com a sorte que o Theodoro tinha, ele é que ia acabar sendo sorteado.

O Theodoro, ainda bizonhamente, sugeriu, então, que se fizesse diversas placas com cada um dos nomes dos formandos, que eram poucos, fixando-as nos parabolóides para “batizar” cada um deles com nossos nomes.

Daí, numa conversa posterior com o Beato e o pessoal da Sociedade Acadêmica, a idéia até então jocosa acabou tomando forma mais séria, decidindo-se por gastar o dinheiro remanescente na confecção de uma placa metálica com o nome de todos os formandos da Turma Maracujá, a qual, com a “autorização” do Comandante da AFA (sua única participação) seria fixada em um dos parabolóides existentes no pátio da Academia.

De mais uma brincadeira, um comentário quase sem propósito de um companheiro, surgiu o que viria a se tornar o embrião de um procedimento histórico, marcante para os componentes das diversas turmas que passaram pela AFA e para os jovens cadetes que têm a oportunidade de “conviver” com as outras turmas mais antigas e seguir seu exemplo.